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Japoneses desenvolvem concreto ecológico que não leva cimento na composição

Inovações no campo da conservação do meio ambiente merecem o devido reconhecimento, isso porque muitas dessas novidades, serão implementadas para gerar transformação e impacto social na vida da comunidade. Uma dessas novas tecnologias, é a invenção de um grupo de pesquisadores japoneses, que desenvolveram um novo método de produção de concreto, que não leva cimento na composição.

O time conseguiu o resultado depois de ligarem partículas de areia por meio de uma reação simples em álcool, na presença de um catalisador.

Se puder ser escalonada economicamente do laboratório para a indústria, a descoberta tem potencial para mudar não apenas todo o setor de construção civil, mas também reduzir drasticamente as emissões de carbono originadas da produção de cimento.

O material de construção mais utilizado hoje no mundo é o concreto, que é uma mistura de agregados (areia e brita), água e cimento. E a produção de cimento responde por 95% da pegada de CO2 do concreto – para cada quilograma de cimento produzido, 0,7 kg de CO2 são liberados para a atmosfera.

Além disso, apesar de haver uma grande quantidade de areia no mundo, a disponibilidade de areia para a produção de concreto é bastante limitada porque as partículas de areia devem ter uma distribuição de tamanho específica para fornecer fluidez ao concreto – não dá para usar a areia do Saara para fazer concreto usando cimento, por exemplo.

Assim, uma nova abordagem para produzir concreto, sem usar cimento, e a partir de materiais inesgotáveis, pode ser revolucionária.

Construções mais duráveis, aqui e no espaço

Como a nova técnica não depende do formato das partículas de areia, ela pode permitir construir edifícios e estruturas em regiões desérticas – até mesmo na Lua ou em Marte.

Além disso, embora a equipe não tenha realizado testes de resistência, eles acreditam que o concreto sem cimento pode ter uma durabilidade melhor do que o concreto convencional porque a pasta de cimento comum é relativamente fraca contra o ataque químico e apresenta grandes variações de volume devido à temperatura e umidade, o que faz o concreto trincar e rachar com facilidade.

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