Estreando nas plataformas com banda completa, o artista celebra alguns de seus sucessos em novas roupagens

Três álbuns depois, alguns singles e bootlegs pela internet – e até uma recente coletânea em que artistas independentes homenageiam o cantor e compositor carioca – Yuri Costa surge nas plataformas em um formato inédito: apresentando 5 novas versões de suas canções com banda de apoio, seu novo EP ‘Anjo Elétrico’ chega no dia 30/03 pela Creepmachine Records. Além Yuri nas guitarras e voz, o registro conta com Beatriz Firmino (Backing Vocals e Flauta Transversal), Eduardo Andrade (Baixo), Fernando Carvalho (Backing Vocals e Percussão), Guilherme Meirelles (Guitarra) e Yael Carvalho Torres (Bateria).

Este novo trabalho é uma mistura de passado e presente, sintetizando muitas das ideias de Yuri Costa nessa trajetória do ‘ser artista’. Há dez anos escrevendo e cantando seus versos, Yuri constroi ‘Anjo Elétrico’ se baseando em memórias afetivas de família e como nelas se misturam sentimentos de paz e confusão; de amor e de situações que colocam essas relações à prova. 

Inspirado em artes com fotos de seu irmão, mãe e esposa, Yuri escolheu VelvetTangerinaRoxoPatrimônio e Inuyasha para falar sobre seu cotidiano casual ao mesmo tempo que pinta cenários surreais que atravessam sua poesia sobre sua juventude e vivências. Abraçado em referências de folk e MPB, Yuri encontrou nos próprios membros de banda e em seus respectivos trabalhos musicais a maior inspiração para esses novos direcionamentos instrumentais:

“Uma influência direta foram dos músicos que participaram do projeto como Larva Serrote, de Yael Carvalho Torres, além da Minha Banda Secreta, banda secreta como o nome diz de Fernando Carvalho e Beatriz Firmino e a música de Guilherme Meirelles e o A casa mais estranha não tem número do Eduardo Andrade e Matheus Roque. Como as melodias foram criadas em ensaios, dá pra sacar essas influências, a gente conversava muito sobre como seriam as partes das músicas ou às vezes só íamos tocando mesmo curtindo a onda”, conta Yuri sobre esse processo de criação.

O título do EP também encontra muitas das referências de Yuri, como as pinturas de Paul Klee e sua série com nomes de anjos diferentes, enquanto o ‘elétrico’ representa essa ruptura e mudança do acústico para a tensão da eletricidade dos instrumentos.

Cantando sobre a juventude suburbana carioca misturando spoken word e melodias intensas, Yuri Costa marcou uma geração de artistas independentes e do underground no Rio de Janeiro – e, por consequência, em todo o país também. Desde parcerias com outros nomes dessa cena, como João Autuori (GLOTE) no evento ‘Minha Casa Sessions’ realizado em Realengo, até a criação da produtora ‘Museu Sonoro das Belas Flores’ (MSBF), Yuri é um importante expoente neste constante movimento, seja na sua participação ativa ou no impacto e lugares que sua arte chega.

No fim de 2023, foi ao ar a coletânea ‘Ninguém É Forte Sozinho’, reunindo 36 versões inéditas de canções de Yuri Costa gravadas por 46 artistas independentes do Brasil inteiro. O trabalho, organizado por Arthur Xavier e lançado pela Creepmachine Records, também resultou em um documentário, que estará disponível em breve no Youtube.

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