Dados indicam atraso no aprendizado dos alunos da rede pública

A última avaliação do Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica) sobre o nível de leitura dos alunos da educação básica no Estado de São Paulo mostra números preocupantes. Segundo a pesquisa, apenas 40,62% das crianças das escolas públicas de São Paulo chegam ao 2º ano do ensino fundamental completamente alfabetizadas.

Já uma avaliação de fluência de leitura, feita pela Secretaria Estadual de SP no final de 2023 com alunos do 2º ano de todas as redes de ensino, apontou que apenas 64% das crianças foram consideradas leitoras.

A alfabetização fora da idade correta afeta a vida escolar da criança negativamente nos anos seguintes, prejudicando o aprendizado em todas as disciplinas, podendo causar reprovações ou até mesmo o abandono dos estudos, trazendo consequências na vida adulta.

A gerente do setor da disciplina de Português do Kumon, que é formada em Letras e pós-graduada em psicopedagogia, Mariana Bruno Chaves, explica que a primeira infância é o ponto inicial para uma boa alfabetização: “Na fase pré-escolar, a criança vai ter um primeiro contato com letras e números de forma mais intencional, por isso é primordial estimular o interesse, a curiosidade, a familiaridade e o gosto pela leitura nessa fase”, aponta.

O Saeb considera alfabetizadas as crianças que estão aptas a ler palavras, frases e pequenos textos; localizar informações na superfície textual; escrever ortograficamente palavras com regularidades diretas entre fonemas e letras, e escrever textos que circulam na vida cotidiana. Mariana complementa: “Atualmente, aliamos a alfabetização ao letramento, que significa utilizar a língua escrita e falada, relacionando à cultura e à compreensão da realidade em vários aspectos: cognitivo, social, cultural, entre outros”, conta.

Para os professores alfabetizadores, fica a orientação: “é interessante incentivar a leitura das crianças por meio de diferentes formatos de textos, preferencialmente os que estimulem a memorização”, diz Mariana. Ela também indica que o professor, ao longo da alfabetização, alie o incentivo da leitura à escrita, que acaba às vezes sendo esquecida nesse processo, mesmo sendo igualmente necessária.

A gerente também reitera a importância da presença da família no processo de alfabetização, colocando em prática o hábito de leitura: “Facilite o acesso e ofereça livros à criança, de forma a estimular a imaginação e a criatividade”. Mariana diz que conexões com a leitura podem ser feitas no cotidiano, como ler placas de trânsito, vitrines de shopping ou anúncios em ponto de ônibus, que promovem o desejo de compreender a realidade.

No método Kumon, o incentivo à leitura é primordial, sendo feito desde o começo da alfabetização. O contato com diversos tipos de textos e contextos aumenta o vocabulário da criança e amplia sua criatividade, tornando o aprendizado uma atividade prazerosa.

A rotina com o método Kumon também favorece o desenvolvimento de habilidades essenciais, proporcionando um aprendizado com mais disciplina e organização. De forma objetiva, o estudo privilegia o aluno, de modo que ele consiga se organizar e ter uma rotina clara e leve para realizar suas atividades.

O método desenvolve a habilidade acadêmica e outras mais, como: autodidatismo, concentração, capacidade de leitura, raciocínio lógico, independência, hábito de estudo, responsabilidade e autoconfiança, por meio do material didático próprio e exclusivo que é autoinstrutivo e dividido em estágios, fazendo com que seja facilmente incluído no planejamento preparatório. O Kumon oferece as disciplinas de matemática, português, inglês e japonês, para todas as idades.

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