Paraná

Vacina e economia caminham lado a lado

Está mais do que na hora do Estado do Paraná vacinar sua população e sair do ciclo de caos econômico

Por: Requião Filho

O Governo do Estado do Paraná anunciou um semi-lockdown, autorizando apenas o funcionamento de atividades “essenciais”. Esta determinação, que parece uma repetição de 2020, tem causado transtornos aos pequenos e médios empresários paranaenses, justamente por não trazer um planejamento posterior.

Vejam, não estou afirmando que a medida não é necessária para diminuir as infecções decorrentes do COVID-19. Acontece que, da forma como as coisas estão sendo feitas pelo Governo, sem qualquer auxílio para a sobrevivência da população, acabam restando apenas duas escolhas para as pessoas: ou arriscam suas vidas com o COVID ou padecem de fome, sem condições para sobreviver.

O aumento nas tarifas de água e luz, no combustível e alimentos, aliados a falta de esperança na vacinação, já que o Governo do Estado preferiu abrir mão da produção da vacina russa (e aderiu ao inócuo plano nacional do Governo Federal), tornam a vida dos comerciantes um verdadeiro inferno.

Repita-se: o isolamento social, o uso de máscaras, a higienização das mãos são medidas extremamente necessárias. Mas também é preciso que se agilize com urgência a compra da vacina para imunizar a população. Não dá pra esperar!

Além disso, medidas econômicas que diminuam o impacto na vida dos pequenos empreendedores, como a isenção ou redução dos impostos, a facilitação de crédito, o congelamento das tarifas de água e luz, dentre outras possibilidades reais de ajuda emergencial. Se isso não ocorrer, ficaremos em um looping eterno de abre-fecha, até o momento em que as empresas fechem as portas de vez.

Prova disso é que no ano novo, nas eleições e no Carnaval, já conhecendo a data do colapso da saúde no Estado, preferiu o Governador insistir em deixar tudo funcionando e, agora, na semana do pagamento dos empregados, finge que não tem qualquer culpa em toda essa situação e pede paciência e colaboração aos comerciantes.

Se o Estado fornecer meios de sobrevivência aos pequenos e deixar de priorizar as isenções bilionárias as multinacionais, é certo que terá a colaboração da população. Mas isso, assim como a vacina, fica apenas nos sonhos dos paranaenses. Pelo visto, além da evidente falta de leitos de UTI e de vacina, também falta um Governo de verdade no Paraná.

*Requião Filho é filiado do MDB e deputado estadual no Paraná

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