Maringá

Um Cipó e um guincho na história de Maringá

Imagem: Gazeta do Povo

Por Célia Premebida

Pioneiro que adotou Maringá como a cidade onde viveria, aqui chegou em 1947.  

Trabalhou por alguns anos como motorista no Domingos Dias, uma Casa de Secos e Molhados localizada na Praça do Peladão e, por aproximadamente 10 anos como motorista da Viação Garcia, tendo sido o primeiro motorista a fazer a linha Maringá/São Paulo em ônibus leito, momento em que recebeu o carinhoso apelido de Cipó.  

Sempre atento às necessidades da família que constituiu e acreditando no potencial desta cidade, iniciou o investimento em um novo ramo, uma vez que havia muitos atoleiros na região e somente uma pequena área era asfaltada.  

Assim, não por acaso, decidiu montar um guincho e, dessa forma, prestar socorro aos motoristas que transitavam nas estradas de chão daquela época.  

O guincho que montou foi o primeiro de Maringá, culminando com uma frota de cinco equipamentos.  

 Seu estilo intrépido, perspicácia e as condições da época fizeram com que seu negócio prosperasse; pouco tempo depois, seus caminhões que já constituíam uma frota, atendiam todo o município de Maringá e região, São Paulo e Rio de Janeiro.  

O trabalho era intenso e contínuo, não havia domingo nem feriado, nem tampouco madrugadas.  

Cipó do Guincho saía com sua equipe ou mesmo sozinho, socorrendo a todos que precisavam.  

Prestou serviço para as Polícias Rodoviária e Militar durante vários anos, sempre que solicitado.  

Trabalhou nesse ramo até os 75 anos, quando decidiu encerrar as atividades profissionais, sempre afirmando que gostava muito da estrada e de guiar caminhões, tendo sido considerado excelente motorista.  

Sua paixão pela cidade de Maringá evidenciou-se diversas vezes ao longo de sua vida.  

Pessoa de sorriso franco, muito esforçado e trabalhador, aqui educou seus filhos e viveu intensamente, contribuindo para o desenvolvimento da nossa querida Cidade Canção, onde o barro vermelho não dava trégua. 

Flávio Carnovale, foi casado com Jesuína Angela Lanconi e faleceu com 86 anos em 13 de fevereiro de 2018.  

*Célia Premebida é pedagoga e professora em Maringá 

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