Internacional

Tensão escala novamente após Azerbaijão capturar seis soldados da Armênia

Um dos raros registros dos líderes da Armênia, Nikol Pashinyan (esquerda), e do Azerbeijão, Ilham Aliyev, juntos, no Fórum Econômico Mundial, Davos, janeiro de 2019 (Foto: Divulgação/Presidência Azerbeijão)

O governo azeri acusa os soldados armênios de tentar minar as rotas de abastecimento do exército; Yerevan nega

A frágil trégua entre Armênia e Azerbaijão está por um fio depois que forças azeris capturaram seis soldados armênios, no início da semana. Nesta quinta (27), o governo azeri acusou os agentes do país rival de tentarem cruzar a fronteira na região de Kelbajar.

“Os soldados armênios tentaram minar rotas de abastecimento que levavam às posições do exército do Azerbeijão”, disse o comunicado ao qual teve acesso a agência catari Al-Jazeera. “Eles foram cercados, neutralizados e feitos prisioneiros”.

A prisão é o mais recente capítulo da escalada do conflito após o cessar-fogo em Nagorno-Karabakh, em novembro. Os países vizinhos voltaram a se estranhar depois que a Armênia enviou tropas para a região da fronteira, no início de maio.

O governo armênio, que enfrenta uma forte rejeição popular após recuar nos confrontos do final do ano passado, afirmou que os soldados realizavam “trabalhos de engenharia” na região oriental de Gegharkunik, que fica na divisa do território azeri. “Já tomamos as medidas necessárias para a devolução dos soldados capturados”, disse o governo em nota.

Em comentário separado, o primeiro-ministro armênio Nikol Pashinyan pediu o envio de observadores internacionais para a fronteira. “A atmosfera está tensa”, disse à agência russa Tass. “Apelo à comunidade internacional e também à liderança do Azerbaijão”.

Nesta quinta-feira, Pashinyan anunciou que pedirá ajuda ao Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) para conciliar a questão.

O conflito

A população armênia discorda do acordo de paz mediado pela Rússia para encerrar o conflito armado, que se estendeu por 44 dias no final de 2020 e deixou centenas de mortos na região disputada. O acordo buscava encerrar mais de 30 anos de conflito.

A Armênia decidiu ceder às tratativas de cessar-fogo quando se viu encurralada pelas forças azeris na capital regional, Stepanakert.

A comunidade internacional reconhece Nagorno-Karabakh como território azeri de maioria armênia, mas forças armênias ocupavam cidades do território desde o início dos anos 1990, pautadas pela relação étnica que une as regiões.

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