Internacional

Taleban é acusado de matar três mulheres jornalistas no leste do Afeganistão

Centro comercial de Jalalabad, cidade do Afeganistão, em janeiro de 2015 (Foto: Divulgação/Usman Mansoor Ansari)

As mulheres de 20 e 25 anos foram mortas em dois ataques simultâneos na cidade; extremistas negam envolvimento

O Taleban está por trás do assassinato de três jornalistas da emissora afegã Enikass, de acordo com o chefe de polícia Juma Gul Hemat. As mulheres foram mortas na terça (2) na cidade de Jalalabad, reduto do Estado Islâmico a 150 quilômetros a leste da capital Cabul.

Ao jornal britânico “The Times”, o major afirmou que as forças de segurança capturaram o suposto mentor das mortes, vinculado ao Taleban. O grupo negou envolvimento e, até o momento, ninguém assumiu a autoria dos ataques.

As mulheres voltavam para a emissora quando foram mortas a tiros em dois ataques simultâneos, disse o gerente da agência Shokorullah Pasoon ao “The New York Times”.

As vítimas eram a apresentadora Mursal Hakimi, 25, e as jornalistas de Sadia e Shanaz, ambas de 20 anos, que não tiveram o sobrenome divulgado. As duas gravavam locuções para programas estrangeiros. Uma quarta mulher foi ferida e está hospitalizada.

Autoridades já responsabilizaram o Taleban por grande parte da onda de assassinatos de jornalistas e ativistas civis do Afeganistão desde o início das tratativas para o acordo de paz de fevereiro de 2020, mediado pelos EUA.

“Massacre silencioso”

Com negociações em andamento apesar dos impasses entre o governo afegão e o grupo fundamentalista, Cabul acredita que os insurgentes estão tramando um “massacre silencioso” de membros da imprensa no país.

Mais de 30 jornalistas foram mortos desde 2018, aponta a ONU (Organização das Nações Unidas). De setembro de 2020 a janeiro deste ano, foram seis profissionais da imprensa mortos em ataques.

Em 2020, ataques mataram pelo menos 136 civis e 168 agentes de segurança – mais que qualquer ano da guerra no Afeganistão, que verá as tropas norte-americanas deixarem o país em 1º de maio. Boa parte da classe média afegã já abandonou o país, apontou o “The Guardian”.

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