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Quem financia os atos golpistas?

As nove contas que pagam a aventura de Bolsonaro Empresário de Sérgio Reis, sobrinho do presidente, grupos radicais e desconhecidos são as personagens organizadoras das finanças que põem em marcha as manifestações autoritárias que ameaçam a democracia

Os atos golpistas idealizados pelo presidente Jair Bolsonaro para o Dia da Independência custam dinheiro e não é pouco. Mas quem estaria por trás da arrecadação e administração dos fundos levantados para bancar a aventura autoritária do líder radical que ameaça o sistema democrático brasileiro e que quer fazer as instituições reféns de suas maluquices?

Segundo uma reportagem do UOL publicada no domingo (5), nove contas, em nomes de pessoas físicas e jurídicas, são as responsáveis pela maior parte da concentração dos montantes. O sobrinho de Jair Bolsonaro, Léo Índio, amigo íntimo de seu filho Carlos e que sassarica em cargos públicos de indicação ganhando salários polpudos desde que o tio chegou ao Planalto, é um deles.

De acordo com a matéria do UOL, embora um dos arrecadadores oficiais seja Léo, a conta que ele divulga está no nome de um motorista de aplicativos chamado Rafael Moreno Souza Santos. As doações, no caso deste organizador, também seriam aceitas em bitcoins, a moeda virtual.

O caminhoneiro Zé Trovão, bolsonarista radical, mas que jura de pé junto que sua atuação no movimento não é política, mas sim “pelo Brasil”, aparece como responsável pela arrecadação em três contas diferentes, que estão em nome de Josenildes Soares Santos Silva; de uma organização chamada Coalizão Pró-Civilização Cristão e de Luís Antônio Mozzini, que é empresário do cantor sertanejo Sérgio Reis. A conta de Mozzini, que já arrecadara R$ 50 mil, foi bloqueada por determinação do STF.

Já conhecido pelas participações em atos extremistas, o tal movimento Nas Ruas, do qual a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) faz parte, também é um dos operadores de conta para juntar fundos destinados a pagar as estrepolias delirantes de Bolsonaro. O movimento aceita dinheiro inclusive via PayPal, um sistema eletrônico de pagamentos.

Um grupo chamado Vem Pra Direita Florianópolis é igualmente um dos que coletava doações para os atos bolsonaristas de 7 de setembro, assim como um homem identificado como Márcio Freitas de Almeida, também de Santa Catarina.

Uma conta registrada no Rio de Janeiro e em nome de Valdinei Martins de Jesus de Oliveira seria a responsável por arrecadar dinheiro no estado, embora não tenha sido possível estabelecer a relação de seu titular com os movimentos que encabeçam as manifestações radicais.

Por fim, Marcus Valeri Clemente Torres e Danilo Alexandre Aguiar são os dois nomes restantes identificados na matéria. Este último seria um marceneiro desempregado do Rio de Janeiro que conseguiu juntar apenas R$ 400 reais para financiar a ida a Brasília, o que segundo ele não é o suficiente.

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