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Quem é Guillermo Lasso, o banqueiro eleito presidente do Equador

Guillermo Lasso, eleito presidente do Equador, na votação de 11 de abril de 2020, Quito (Foto: Reprodução/Twitter/Guillermo Lasso)

Guillermo Lasso conquistou 52% dos votos nas eleições do Equador após quase ficar de fora do segundo turno

O banqueiro Guillermo Lasso foi eleito presidente do Equador no domingo (11). O milionário de 65 anos conquistou 52,5% dos votos contra 47,5% de seu rival, Andres Arauz.

Até o pleito, a maioria das pesquisas de opinião sugeriam a vitória de Arauz. Analistas apontaram ao jornal britânico “Financial Times” que a mudança na imagem de Lasso pode ter sido a principal razão da guinada ao seu favor.

Conservador e membro da instituição católica Opus Dei, Lasso construiu sua campanha sob a ideia da “inclusão” e buscou alcançar setores da sociedade que normalmente não o apoiariam, como por exemplo, a comunidade LGBT.

O político criou uma conta no TikTok para se aproximar da população jovem, que corresponde a 40% do eleitorado do Equador. “Ele não é economista, não tem doutorado, mas tem experiência e bom coração”, disse uma jovem entrevistada pela FT.

A história de vida de Lasso também chamou a atenção. Caçula de 11 filhos, o banqueiro trabalhou na bolsa de valores da cidade de Guayaquil para pagar seus estudos aos 15 anos. Anos depois, se tornou o maior acionista do Banco de Guayaquil e passou a ser um dos credores mais bem-sucedidos do país.

A campanha de protesto do líder indígena Yaku Perez, que pediu que os apoiadores votassem nulo ao alegar fraude eleitoral no primeiro turno, em fevereiro, pode ter favorecido a terceira tentativa de eleição de Lasso. Um em cada seis eleitores votaram nulo – fator que impulsionou os votos ao banqueiro.

Promessas

Em sua campanha, Lasso prometeu romper totalmente com o legado de Rafael Correa e se colocou como o oposto de Arauz – economista de 36 anos apoiado pelo ex-presidente que governou o país entre 2007 e 2017. Apesar dos investimentos em programas sociais, Correa é acusado de polarizar o país e não precaver o grande endividamento com a China.

Lasso, por sua vez, prometeu equilibrar o orçamento e criar 2 milhões de empregos. O político ainda se comprometeu em dobrar a produção de petróleo do Equador e continuar a usar o dólar norte-americano como moeda oficial, conforme informações da Reuters.

O presidente eleito também afirmou que cumprirá o programa de empréstimos de US$ 6,5 bilhões acertados com o FMI (Fundo Monetário Internacional) em 2020, mas insistiu que não aumentará os impostos sugeridos. O novo governo, que assume em maio, deverá se reunir com o FMI para discutir pequenos ajustes.

Pela frente, há o desafio de uma grande recessão gerada pela pandemia. A economia equatoriana encolheu 7,8% em 2020 e a expectativa de crescimento é de 3,1% até o final do ano.

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