Paraná

Professor de Campo largo relata a situação vexatória, que é obrigado a se submeter, para ganhar o sustento

“Descrição de uma realidade absurda que professores e alunos, ameaçados de ganhar falta, estão sendo obrigados a passar”  

 O professor Vanderlei Calegarim, de Campo Largo, viveu uma situação inusitada na sexta-feira (26) enquanto estava em sua residência; usando a internet particular para o trabalho do estado do Paraná. Com uma forte chuva que se abateu no município, no período da tarde, segundo relatos caiu granizo, com pedra de gelo de um tamanho considerável.   

 A orientação da Secretária de Educação do Estado do Paraná, é que o professor é obrigado a estar online e a disposição dos alunos, chova ou faça sol.  “Como se fosse uma operação de guerra”, conforme o comentário de Vinicius Tosin, internauta que segue o Vanderlei Calegarim 

 Como os professores trabalham via mett, por conta da pandemia do coronavírus; o tempo de trabalho para efeito da carga horária é calculado quando estão conectados, caso contrário o sistema não reconhece o dia como trabalhado e o professor acaba levando falta; mesmo estando em sala de aula.  

 Com a tempestade se formando, com o sistema online caindo em vários pontos da cidade e o barulho da chuva nos telhados da instituição de ensino foi ensurdecedor, prejudicando a qualidade da aula ministrada.   

 Com a chuva aumentando e a intensidade dos raios e trovões, foi impossível dar continuidade as aulas, fazendo com que o professor encerasse as atividades. Após o ocorrido, o profissional da educação procurou as redes sociais para desabafar sobre o caso.  

   Segue relato do professor  

   Sexta-feira, 26/03/2021, às 16h40.  

  Enquanto eu estava me preparando para entrar em uma aula Meet com meus alunos do 7° Ano, a tempestade estava se formando e já dava pra ver que ela seria furiosa.   

 Mesmo assim fizemos o login e entramos todos na aula Meet, cada um na casa, e a tempestade se formando. Aumentou, aumentou e nós ali na Meet.   

Como em cada bairro a tempestade se forma de maneira diferente, eu acho que começou mais cedo que aqui na minha região, lá na casa de uma aluna que estava na Meet. Coitada da menina… levou um susto com o clarão atrás dela. Sorte que não foi nada, mas ela precisou desligar tudo e sair da Meet.   

 Logo, mas muito rapidamente, a tempestade caiu em vários outros lugares onde ficam as outras casas dos outros alunos da turma do 7° Ano.   

 E eu fui logo orientando-os a desligarem tudo e me despedindo, para eu também poder desligar os meus equipamentos.  

 Contudo, não podia deixá-los lá com tudo ligado e eu sair correndo. Até quando estava só eu na Meet preparado para apertar o botão de desligar, apareceu um aluno tardio, ele estava entrando naquele momento na Meet, e a tempestade não deve ter chegado lá ainda, pensei.   

 Pedi que saísse e expliquei correndo pra ele: “Por causa da tempestade… Por causa da tempestade”, ele saiu. Ufa! Desliguei meus equipamentos.  

 E a tempestade? Aumentou.   

 Caiu até pedra.  

 E os alunos?  

 Tinha outra turma pra avisar, da tempestade. 

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