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Morre de covid-19 desembargador de Santa Catarina que declarou ilegal greve de professores que não queriam aula presencial na pandemia

Paulo Ricardo Bruschi, desembargador morto de covid-19

O desembargador Paulo Ricardo Bruschi morreu na sexta-feira (23) no períod da tarde em Tubarão, SC, vítima de complicações da covid-19.

Bruschi foi titular da 2ª Vara Cível da comarca de Florianópolis e integrou a 8ª Turma de Recursos, também na capital catarinense.

Em 2008, assumiu a função de 4º juiz-corregedor geral de Justiça. Ele também  foi presidente da Associação dos Magistrados Catarinenses (AMC) entre os anos de 2009 e 2012. Ultimamente estava atuando em casos ligados ao direito público.

Em novembro do ano passado, foi responsável pela decisão que impediu o retorno das aulas presenciais em municípios com risco grave para o coronavírus. A menos de 60 dias, declarou a ilegalidade da greve dos professores.

Na decisão do magistrado, havia autorizado o desconto dos dias paralisados e proibiu o bloqueio das unidades e a realização de manifestação em distância inferior a 450 metros dos locais de ensino, sob pena de multa diária de R$ 100 mil.

As aulas na rede pública municipal de Florianópolis começaram em fevereiro de maneira remota.

Alegando não haver “condições seguras”, o sindicato havia encaminhado ofício comunicando a paralisação.

No município de Tubarão, 17,6 mil pessoas foram diagnosticadas com a doença e 323 morreram.

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