Educação

Escola Cívico Militar em xeque – Acusada de agressão a aluno e com um caso de estupro coloca em dúvida a proposta pedagógica das escolas militares apoiada pelo Bolsonaro e Ratinho Junior  

Bem Paraná

A ideia das escolas cívicos militares foram combatidas pelos professores do Paraná, desde que foi ventilada a criação das instituições em todo o Brasil. Para agradar o governo de Jair Bolsonaro, como um serviçal obediente o governador Carlos Massa Ratinho Junior (PSC) foi o primeiro a aderir a ideia e colocar em pratica como se fosse a salvação da lavoura. 

Os educadores, que se levantaram contra, já sabiam que não iriam trazer avanços no setor educacional e somente atrasos, num dos piores currículos educacionais ao redor do mundo. Vale lembrar que o Brasil ocupa 60° posição em ranking de educação em lista com 76 países. A China que vem sendo atacada constantemente pelo atual governo, é um exemplo a ser seguido, ocupada a segunda posição na educação no mundo. Por isso o sucesso do país no desenvolvimento econômico. 

 No Paraná, após os militares aposentados assumirem as funções nas escolas, os escândalos começaram a aparecer, em algumas unidades, como casos de assédios e agressão. 

Na semana passada, o Ministério Público do Paraná, que tem entre as suas funções, de ser o guardião dos direitos do cidadão, denunciou dois policiais militares aposentados, que ocupam vagas de destaques nas instituições de ensino militarizadas, e estão sendo investigados pelos crimes de ameaça, vias de fato, violência arbitrária, submissão de adolescente a constrangimento, corrupção passiva e prevaricação 

Os casos aconteceram em unidades educacionais em Imbituva, na região centro sul do Paraná, onde os denunciados atuavam como monitor e diretor militar. Este é o segundo caso recente envolvendo violência de militares contra os alunos. Em agosto, outro policial foi preso por assediar alunas de uma escola de Francisco Beltrão. 

Os dois fatos, mostram que os militares são despreparados para atuar na área educacional sem a formação acadêmica, com ilusão de que se educa na “porrada”, demostram despreocupação em promover a cultura e o aprendizado, não foram treinados para esse fim.  

Quem cresceu sob o manto da ditadura e teve que frequentar as escolas municipais e estaduais da época, sabe bem como foram os anos de chumbo sobre o setor educacional. Professores, jornalistas e parlamentares eram presos e torturados, pelo questionamento de como determinado setores estavam caminhando.  

Quem defende a militarização do processo educacional brasileiro, são aqueles que não viveram uma ditadura e não acompanharam a democratização do país.  Prova disso é o movimento criado contra o Supremo Tribunal de Justiça, quando na verdade, o maior erro foi ter eleito um grupo de deputados estaduais e federais, governadores, senadores e o atual presidente da república, que não tiveram uma ação em fazer com que o brasil avançasse nos setores da educação e muito menos na economia.   

Num olhar com mais atenção, dá a entender, que quem defende a ideia dos militares no poder, está jogando contra a formação educacional e de quebra defende a privatização do setor e a violência contra as crianças e jovens, que serão as vítimas desses maus profissionais e que não tem formação e nem vocação para o magistério.  Vale lembrar, que os policiais foram treinados para combater o crime de forma violenta e não para ensinar conhecimentos acadêmicos nas escolas brasileiras. Quer ser professores, frequentem uma universidade e se formem. Ai sim, estarão qualificados.   

Os casos de estupros e agressão aos alunos, que foram denunciados pelo Ministério Público do Paraná, demostram a desqualificação de quem selecionou esses policiais para exercerem funções no setor educacional.  

Escola Cívico Militar em xeque – Acusada de agressão a aluno e com um caso de estupro coloca em dúvida a proposta pedagógica das escolas militares apoiada pelo Bolsonaro e Ratinho Junior  

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