Opinião

Em artigo; professor questiona o atrelamento da APP-Sindicato com o governo de Ratinho Junior

Por Sebastião Donizete Santaosa

Esse é um momento muito importante para as escolas públicas é para a vida profissional dos educadores do Paraná. Nos últimos anos, nosso sindicato se fragilizou muito, deixou de ser um instrumento efetivo de luta dos trabalhadores da Educação.

Os atuais dirigentes, com louváveis exceções, preocupam -se única e exclusivamente em se manter nas estruturas burocráticas para fugir da sala de aula e manter alguns privilégios pessoais. Há casos de professores que estão há mais de vinte anos fora das salas de aulas ocupando cargos no sindicato.

Estes profissionalizaram-se como sindicalistas, esqueceram o que é ser professor, usam o sindicato para atender a seus interesses pessoais e aos interesses de seus grupelhos políticos.

Na verdade, são tão inimigos dos educadores quanto é o atual governo. Bem visto, mancomunados, atuam em regime de colaboração.

Isso, sem dúvidas, explica em boa parte as enormes perdas que temos acumulado nos últimos anos sem nenhuma capacidade de reação.

A recente composição firmada entre o grupo majoritário da direção da APP liderado pela professora Marlei e o até então grupo de oposição liderado do professor Paixão, a chamada APP-INDEPENDENTE, evidencia muito bem esse jogo inescrupuloso de interesses por manter cargos na estrutura sindical.

O único objetivo da composição foi dividir cargos para que não houvesse riscos de nenhum lado sair perdendo.  A luta em defesa da categoria foi secundarizada, escanteada.

Certamente, em nenhum outro momento da história da educação do Paraná os educadores foram tão desrespeitados como estão sendo pelo governo Ratinho Júnior; certamente, em nenhum outro momento da história de nosso sindicato houve tanta incapacidade de organização como a demonstrada pela atual direção da APP e agregados de última hora.

Sem resistência, sem poder de organização e de mobilização, a continuar essa política de colaboração, em breve seremos profissionais à beira da miséria.

Terceirizados e uberizados, trabalharemos por hora aula dada, sem nenhum direito, sob ameaças e constrangimentos de toda ordem. A única forma de recuperar e manter nossa dignidade profissional é através da organização e da luta coletiva.

Para isso precisamos de um sindicato de verdade, de um sindicato que esteja a serviço dos interesses de todos os educadores do Paraná. É tempo de eleição sindical. É tempo de reflexão. É tempo de mudanças.

  • Sebastião Donizete Santaosa é professor na região Metropolitana de Curitiba e filiado a APP – Sindicato
Em artigo; professor questiona o atrelamento da APP-Sindicato com o governo de Ratinho Junior
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