Educação

Assédio moral e jogo rasteiro atropela o processo democrático no maior colégio de Maringá na escolha do novo diretor

Imagem: Vandré Fernando

Diretor do Instituto de Educação Estadual de Maringá, (IEEM), uma das maiores escolas de Maringá,  responsável pela gestão, tenta, a todo custo, atrapalhar os trabalhos da presidente da comissão eleitoral, interferindo no andamento do processo democrático e prejudicando o grupo de oposição a sua chapa.

O diretor do Instituto Educação Estadual de Maringá, Carlos Fernandes Castilho Junior, vem buscando a sua condução ao cargo, que esta ocupando, já que no passado foi nomeado pelo então chefe do Núcleo Regional de Maringá, Luciano Pereira, substituindo Leonice Berti,   que ocupava o cargo e que foi eleita democraticamente, que abriu mão da direção do Instituto Estadual de Educação de Maringá, renunciando o cargo por meio de uma carta.

Carlos Fernandes Castilho Junior, o diretor nomeado pelo ex-chefe do Núcleo Regional de Maringá, de forma antidemocrática, esta tentando remover do cargo a atual presidente da comissão eleitoral, principal responsável pela condução do processo da eleição do Instituto de Educação Estadual de Maringá.

A reclamação é que o atual diretor da instituição, que esta na disputa do cargo, interferiu diversas vezes no trabalho da presidente. Ele tem se reportado à comissão regional no Núcleo Regional de Educação de Maringá, em segredo, sem que a presidente tenha conhecimento prévio dos fatos alegados.

Segundo relato de funcionários, tem feito diálogos com outras duas integrantes da comissão para desestabilizar e dificultar os trabalhos do coletivo na comissão e tem  vetado a presidente de fazer a divulgação do processo, bem como de fazer uso dos canais de comunicação da instituição, para buscar adesão da comunidade para comparecer e votar.

O assédio moral corre solto na escola. A presidente da comissão eleitoral, deveria buscar apoio no judiciário, denunciando a pratica e responsabilizar o diretor da instituição de ensino.

Em conversas com a comunidade escolar, foi possível saber que a presidente da comissão eleitoral do Instituto de Educação, Vania Maria Campanhoni, vem articulando junto aos membros da comissão realizar um trabalho isento, imparcial e que desperte na comunidade escolar o exercício da cidadania.

Somente a atual direção e a secretária da escola estão tendo acesso administrativo às publicações no grupo de whatsapp dos professores e a presidente, até o momento, nem foi inserida no grupo dos funcionários, o que seria de responsabilidade do diretor, dando a ela total  acesso a todos os canais de divulgação, além dos grupos de whatsapp e às redes sociais.

Com a pratica ditatorial, o trabalho de comunicação vem sendo mais dificultado e atrapalhando o processo democrático.

Na última sexta (02) o diretor removeu a presidente da Comissão Eleitoral de administradora no grupo de professores, deixando-a sem comunicação direta com os professores.

As ações do atual diretor contra a presidente da comissão local ferem frontalmente o Art.10 §5.º da Resolução n.º 2.265/2021 – GS/SEED que trata das atribuições exclusivas da Comissão Consultiva Local em seu pleno exercício e portanto, Carlos Castilho se utiliza de suas funções de diretor para favorecer a chapa em que é integrante.

Cabe lembrar que, Castilho, chegou ao cargo de diretor em 2020, endo colocado como interventor na instituição a mando do ex-chefe do Núcleo Regional Estadual de Maringá, mesmo com a desaprovação do conselho escolar da instituição.

A Resolução nº 5085/2020 dava a opção aos diretores de não prorrogar seus mandatos. A diretora Leonice Berti, até aquele momento, solicitou o seu afastamento para que apenas seu cargo fosse recomposto no Conselho Escolar. Na resolução, não estava mencionado a respeito dessa decisão ser de caráter irrevogável e irretratável, sendo portanto passível de ser revertida a pedido, como foi feito.

Ao saber que o ex-chefe do NRE articulava realizar uma intervenção na direção inteira da escola, ela convocou o conselho escolar, visto que seu mandato ainda estava mantido até 31 de dezembro, e numa assembleia ampliada, de forma on line em 23 de dezembro de 2020, que reuniu o conselho escolar, professores, pedagogas e funcionários, com total de 99 pessoas presentes votaram por unanimidade pela continuidade da mesma equipe diretiva. Inclusive as três integrantes da Chapa 1, do atual diretor também votaram contra a intervenção do Núcleo Regional de Educação na escola.

Naquele momento, Luciano Pereira, ex-chefe do Núcleo, ignorou a decisão do conselho, jamais deu qualquer explicação para não acatar a decisão soberana do órgão deliberativo da escola e usou sua caneta mágica para designar um diretor que não atuava nem era lotado , até então, o estabelecimento de ensino com decisão completamente antidemocrática e arbitrária. Lembre-se o fato que para concorrer ao cargo agora em 2021, Carlos Castilho (readaptado) precisou apresentar um laudo médico comprovando sua aptidão para a função de diretor, e naquele momento o ex-chefe do Núcleo Regional de Educação (que não é médico) o isentou de entregar esse documento.

Por essas diversas ações e tentativas de manipulação do atual diretor na comissão eleitoral, a informação é que os integrantes da chapa 2 estudam ir ao Ministério Público, solicitar o afastamento de Carlos Castilho das funções de diretor até que as eleições ocorram e que a comissão possa executar seu trabalho com isenção e liberdade e que o processo democrático seja respeitado.

Assédio moral e jogo rasteiro atropela o processo democrático no maior colégio de Maringá na escolha do novo diretor
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