16/2/2022 – Há uma demanda crescente nesse segmento porque o cirurgião dentista tem, hoje, regulamentação de conselho de classe para atuar neste mercado

Levantamento realizado pela empresa tecnológica Quero Educação constatou que procura por cursos de estética e cosmética e de odontologia é alta no país; especialista comenta aspectos do curso de especialização de harmonização orofacial, que mescla áreas

Se as estatísticas relacionadas ao ingresso de profissionais no mercado de trabalho podem indicar as profissões que estão em voga no presente, o mesmo vale para os índices relacionados à procura pelos diferentes cursos de nível superior. Indicando um panorama de como os diferentes setores laborais serão preenchidos pela mão de obra especializada, estes indicativos de procura e oferta de profissionais permitem que gestores possam desenvolver planejamentos estratégicos e que futuros aspirantes a estes empregos dimensionem suas possíveis remunerações. 

Uma amostra de pesquisa que pode oferecer uma dimensão de como se configurará o mercado de trabalho dentro de alguns anos é a que foi realizada pela empresa tecnológica Quero Educação, que revelou os cursos superiores mais procurados nas modalidades presencial, semipresencial e EAD (Ensino a Distância). O levantamento foi feito no período entre outubro e dezembro de 2021 com mil universidades brasileiras e 700 mil estudantes.

Um olhar cruzado sobre a procura pelo curso de Estética e Cosmética – o quinto mais buscado entre aqueles da modalidade semipresencial – e o de Odontologia – sexto com maior demanda entre os presenciais – pode, por exemplo, de alguma maneira, explicar o motivo de que profissões como a de dentista estético (que de alguma maneira, contempla estas duas áreas) sigam com alta demanda no mercado de trabalho. 

Harmonização Orofacial

Segundo o CFO (Conselho Federal de Odontologia), o mercado da Odontologia Estética movimenta cerca de R$ 38 bilhões por ano, tendo o profissional desta área uma média salarial de R$ 3.951,94. Nos últimos anos, ganhou força nesta área a prática da Harmonização Orofacial, que foi reconhecida pelo CFO como especialidade odontológica a partir da Resolução CFO-198/2019. A regulamentação da prática, entre outras providências, traz as disposições necessárias para a realização dos cursos de especialização.

“Há uma demanda crescente nesse segmento nos últimos anos porque o cirurgião dentista, o biomédico e o farmacêutico têm, hoje, regulamentação dos seus respectivos conselhos de classe que lhes permitem atuar nesse mercado”, afirma Marcelo Machado, fundador e CEO da Face Lab, instituição de ensino que oferece curso de especialização de Harmonização Orofacial. 

Machado cita uma estimativa do CFO que indica que 15% dos cirurgiões-dentistas em atuação no país já realizam a prática e que isso “acaba fomentando escolas de cursos de formação que eventualmente precisam ir se adequando às novas necessidades do mundo contemporâneo, oferecendo, inclusive, cursos semipresenciais, o que é uma novidade”.

Para o CEO da Face Lab, é fundamental que as escolas que ofereçam tal especialização proporcionem treinamentos individualizados, “com foco em resultados e, sobretudo, na segurança do paciente”, e que também possam simular ambientes similares aos encontrados no dia a dia de uma clínica. O oferecimento de um programa de ensino continuado “com ênfase na aceleração da curva de aprendizagem e na gestão da carreira de seus alunos”, prossegue o executivo, também é algo essencial. 

Para aqueles que procuram fazer o procedimento, Machado, porém, afirma que é preciso ter cautela. “É muito importante avaliar o estado psicológico e emocional dos pacientes que buscam por harmonização facial ou corporal”, diz. “Procedimentos que mantenham a naturalidade e manutenção da identidade dos pacientes são os recomendados”, conclui.

Para saber mais, basta acessar o site: www.institutofacelab.com

Website: http://www.institutofacelab.com

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