Maringá

Uma pioneira que se destacou entre os maringaenses


Nasce, em 12 de outubro de 1929, em Novo Horizonte, Estado de São Paulo, Jesuína Ângela Lançoni Carnaval, filha de imigrantes italianos que vieram para o Brasil movidos pela esperança de dias melhores. Ao longo de sua infância, conviveu com integrantes da comunidade italiana radicada no país e teve seu aprendizado vinculado a aspectos da cultura italiana trazida por seus pais e a brasileira, forjando uma personalidade forte e batalhadora, pois naquele período, eram muitas as dificuldades a serem enfrentadas para sobreviver. Na juventude, contraiu matrimônio com Flávio, com quem teve três filhos, mas continuou ligada à sua família original.
A vinda do jovem casal, Jesuína e Flávio, para a região de Maringá foi motivada pela aquisição de terras, pelo pai de Jesuína, às margens do Rio Pirapó, de onde retiravam madeiras, para poderem lavrar a terra e produzir. Assim, entre vindas e idas pegaram gosto pelo local e aqui fincaram raízes.
Na década de 1950, iniciou atividades profissionais no governo do estado, como funcionária estatutária, trabalhando como zeladora na Escola Primária Castro Alves. Em meados dos anos 60 transferiu-se para o então Ginásio João XXVIII, na função de Inspetora de alunos, onde permaneceu até a aposentadoria. Lá, era conhecida como Dona Carnaval, denominação carinhosa dos alunos e professores.
Ao longo dos anos, concomitantemente ao trabalho no estado, Dona Angelina, como também ficou sendo conhecida, criou um Centro de Umbanda, onde realizava sessões e benzimentos. Nesse local, acolhia todas as pessoas com carinho e atenção. Adepta do Espiritismo e dona de uma compaixão sem limites para com o próximo, sua missão foi ajudar os que precisavam, os que a procuravam em busca de apoio e cura. Navegou pelos quatro cantos da cidade atuando na nobre missão que escolhera para si: amparar os necessitados e socorrer os desalentados.

Esse foi seu maior legado e um grande exemplo para seus filhos e netos, família que constituiu e aqui criou, desde os tempos da poeira vermelha, atoleiros e barro quando a chuva caía, época em que Maringá começava a desenhar os contornos que a transformariam nesta linda e arborizada cidade. As ações dos pioneiros e das pioneiras foram fundamentais para o crescimento das cidades, uma vez que trabalhavam arduamente e lutavam não só pela própria sobrevivência, mas para o progresso e desenvolvimento das regiões que escolheram para viver.
Dona Angelina Carnaval tinha um senso maternal muito aguçado, pois além de ter adotado uma menina, adotou também dois meninos, estes gêmeos e que permaneceram com ela até seu falecimento, ocorrido em 29 de setembro de 2015, aqui em Maringá.

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