Paraná

Pedagoga de Ponta Grossa fica sem receber o salário, de dois padrões, por dois meses, por ter questionado as ações de Renato Feder

A professora, Ignês Amorim Figueiredo, teve o seu salário suspenso por 60 dias, segundo ela, por ter enfrentado a tirania do Secretário da Educação do Paraná, Renato Feder, em impor a sua vontade, a todo custo, no que se refere a educação dos alunos de segundo grau, numa das escolas estaduais da cidade de Ponta Grossa.   

 Ao ser questionado, Renato Feder, montou um processo disciplinar, sem a professora ter direito a defesa, para justificar a suspensão dos vencimentos por dois meses, deixando-a, sem os salários dos dois períodos em que trabalha.  

 Para Ignês Amorim Figueiredo, a punição é uma perseguição e a Secretária de Educação,  que não tem provas justificadas e plausíveis para uma punição e ainda mais com retirada do salário por 60 dias.  O motivo do corte seria o faro de contradizer as ordens de Renato Feder, que fere a Leis de Diretrizes e Base da Educação (LDB). Ao se levantar, questionando as atitudes de Renato Feder, atraiu a ira do todo poderoso para si.  

Na opinião da professora Ignês Amorim Figueiredo, “Renato Feder passou de todos os limites da sensatez e revela-se um autêntico executor do Tribunal do Santo oficio na inquisição medieval. Pensa no sufoco de ter que ficar por dois meses sem o pagamento em plena pandemia?”  

 Ao constituir um advogado para contestar a versão do secretário de educação do paraná, Igêns Amorim Figueiredo pretende provar na esfera judicial, que Renato Feder está errado e não deveria aplicar uma punição a uma profissional que tenta a todo custo chamar a atenção para os problemas em que a comunidade local é atingida e os reflexos dessas aulas online, onde o prejudicado é o professor.   

 Fora isso, a professora pedagoga, faz parte do grupo de risco e já entrou por 3 vezes com pedido de afastamento para cuidar de sua saúde e que foi negado pela perícia, sem ao menos chamar para uma consulta, emitiu o parecer indeferindo o pedido de afastamento das funções.  

 A realidade social de alguns alunos é triste e uma grande parte passa fome e são excluídos completamente do convívio social, nem água enganada e nem energia elétrica tem em suas residências. A maioria não tem como acompanhar as aulas via mett, por falta de condições.  

 “Ha casos em que alunos não vão abrir as câmeras para mostrar o interior de suas casas, por sentirem constrangimento pelo estado de pobreza. Esse detalhe, o Secretário de Educação do Paraná, Renato Feder, não leva em consideração. Recentemente, durante uma liveum aluno disse que não tinha como acompanhar as aulas por falta de equipamento e ouviu do Secretário um “Se vira”.  

Qual sugestão esse senhor tem a dar? De onde os alunos vão tirar os celulares e conseguir a internet para acessar o Classroom? 

Tudo lindo no discurso, mas a realidade, vivenciada por uma grande parcela da população é triste. O pior é que não é reconhecida por aquele que deveria estar a seu favor: o senhor Secretário da Educação do Estado do Paraná… 

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