Educação

A escolha de diretor do maior colégio estadual de Maringá depende do Núcleo Regional; eleição não atingiu o quórum

Imagem: Gazeta do Povo

Eleição no Instituto de Educação foi definida em favor da chapa 2, mas ainda depende de indicação do Núcleo Regional.

No dia 23 de julho, na sexta feira, os professores, funcionários, pais, responsáveis e alunos do Instituto de Educação Estadual de Maringá e em várias escolas do Paraná que não obtiveram quórum na eleição ocorrida no dia 07 de julho foram as urnas novamente. A totalidade das escolas que realizaram a eleição on line obtiveram o quórum no NRE de Maringá, mas nas eleições presenciais ocorreu diferente. O quórum mínimo necessário seria de 35% e o alcançado foi de 24,79%. Os motivos para isso elencaremos abaixo:

A Chapa 2 constituída pelos professores: Leonice Terezinha Berti Mendes, Ana Cristina da Silva, Luciene Celina Cristina Mochi e Ronaldo Rodrigues Cardoso, no qual a chapa obteve 65,6% dos votos válidos no primeiro pleito em 07 de julho e 79,4% no segundo em 23 de julho. Muito embora não tenham sido nenhuma das chapas homologadas, por não ter sido atingido o quórum conforme estipulado na Resolução nº 2.265/2021, a chapa 2 venceu com ampla vantagem nas duas eleições.

No IEEM, o primeiro processo de escolha de diretores foi realizado em no dia 07/07/2021, cujo quórum foi de 358 votantes, sendo que a Chapa 1 obteve somente 122 votos (34,37%) e a Chapa 2 teve 233 votos (65,63%), com 02 votos brancos e 01 nulo. No segundo pleito, realizado no dia 23/07/2021, a Chapa 1 reduziu sua votação e obteve parcos 103 votos (20,6%) e a Chapa 2 teve 397 votos (79,4%), com 01 voto branco e 06 nulos.

Fica evidente, que os resultados acima, em ambos os pleitos, expressam, claramente, a vontade da comunidade escolar do IEEM em ter, como dirigentes, os membros da Chapa 2, sendo preciso que eles sejam os indicados pela chefia do Núcleo Regional de Educação de Maringá – NRE. Além do mais é sabido que há uma grande rejeição pelo atual diretor, Carlos Fernandes Castilho Júnior, que, notoriamente, foi indicado pelo ex-chefe do NRE, Luciano Pereira dos Santos e que seu cargo está expirado desde o dia 09 de julho.

A comunidade escolar considera que o aumento do quórum obtido no segundo pleito, em relação ao primeiro, de 358 votantes (16%), para 507 votantes (24,79%), foi um número muito expressivo, a julgar pela situação de pandemia e crise econômica que estamos vivenciando, o que dificultou o comparecimento dos alunos, pais e responsáveis ao local de votação, em razão de que as famílias e alunos de nosso estabelecimento residem longe da escola, pois embora seja uma escola central, 99% dos alunos moram em bairros da periferia e em cidades da região metropolitana de Maringá. Portanto, esse mérito é, em grande parte, da Chapa 2 e de seus apoiadores, visto que no último pleito, a Chapa 1, sequer fez campanha.

A despeito do processo, a comunidade escolar repudia a forma como ele foi conduzido no estabelecimento de ensino, uma vez que Carlos Fernandes Castilho Júnior, além de não divulgar adequadamente a eleição nos sites e redes sociais institucionais, incentivar a comunidade escolar a votar e permitir que os professores e pedagogos divulgassem nos ambientes pedagógicos virtuais oficiais, colocou em prática várias manobras escusas, possivelmente porque tinha (e tem) interesse em continuar como diretor indicado:

  1. opção pela eleição presencial e por voto impresso em plena pandemia, justificando que a plataforma web para a coleta dos votos disponibilizada pela SEED não era precisa e confiável. No entanto, a maioria das escolas no Paraná optou pelo voto online e na maioria delas, o quórum exigido foi alcançado;
  2. interferência no trabalho da presidente da comissão eleitoral da escola, principalmente, na divulgação do processo. A presidente foi cerceada de seu dever de divulgar informações sobre o pleito, ao ser removida dos grupos oficiais WhatsApp;
  3. oposição à escrutinação dos votos nos dois pleitos, após a constatação da falta de quórum, ferindo o direito do cidadão à informação e o princípio democrático expressos na Constituição. A Chapa 2 argumentou a favor da escrutinação e a Comissão Escrutinadora acatou o pedido;
  4. dispensa dos alunos às aulas presenciais pelo sistema híbrido no dia do segundo pleito. Os professores que tinham aula no dia reclamaram das salas fechadas e da impossibilidade de realizarem suas aulas e atividades nesses ambientes;
  5. não consideração, no segundo pleito, dos alunos da Educação Especial e do CELEM como votantes, negando-lhes o seu direito de escolha. Vários alunos vieram votar e foram comunicados que não podiam exercer seu direito porque seus nomes não constavam na listagem.

Aliás, a comunidade do IEEM considera o direito de escolha como princípio básico do cidadão e que nenhum processo democrático pode ser pautado por questões que beneficiem o individual em detrimento do coletivo.

Dessa maneira está circulando uma Carta Aberta e um abaixo assinado a ser entregue à chefe do Núcleo Regional de Educação, senhora Isabel Cristina Lopes, que representa a Secretaria de Estado da Educação, para que indique os integrantes da chapa 2 como únicos, legítimos e aptos aos cargos de direção geral e direções auxiliares no Instituto de Educação Estadual de Maringá.

 

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